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Hanseníase tem cura: saiba identificar os sinais e buscar tratamento precoce

Entenda como reconhecer os sintomas da hanseníase, a importância do diagnóstico precoce e como o tratamento adequado pode evitar sequelas e combater o preconceito.

A hanseníase continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil, e, ainda hoje, quando alguém recebe o diagnóstico, muitas vezes surgem o medo e o preconceito. Mas a doença tem cura. Com diagnóstico e tratamento adequados, é possível interromper a doença, evitar sequelas e permitir que a pessoa retome sua vida com normalidade. Confira.

Segundo o Instituto Aliança contra a Hanseníase, a atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada em 12 de setembro de 2025, trouxe um panorama global sobre a hanseníase referente a 2024. O levantamento mostra que a Índia, o Brasil e a Indonésia continuam concentrando a maior parte dos novos casos da doença, respondendo, juntos, por quase 80% de todas as notificações registradas no mundo.

No Brasil, foram contabilizados 22.129 novos diagnósticos em 2024, número ligeiramente menor que o de 2023, quando o país registrou 22.773 casos, uma redução aproximada de 2,8%. Mesmo com essa queda, o Brasil permanece na segunda posição entre os países com maior incidência absoluta, atrás apenas da Índia, que ultrapassou 100 mil novos casos no mesmo período.

No cenário global, a OMS identificou 172.717 novos casos de hanseníase em 2024. Esse total representa uma queda de 5,5% em comparação ao ano anterior e confirma a tendência de redução contínua observada nos últimos dez anos.

O que é a hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele e os nervos periféricos (responsáveis pela sensibilidade e força dos membros).

Vale destacar que a hanseníase não é altamente contagiosa. A transmissão costuma ocorrer apenas em casos de contato próximo e prolongado com alguém que ainda não iniciou o tratamento.

Ela aparece de forma lenta e muitas vezes discreta, o que reforça a importância de ficar atento aos sinais iniciais. Se não for tratada, a doença pode evoluir e causar lesões permanentes, perda de sensibilidade, força e até deformidades.

Principais sinais e sintomas da hanseníase

Embora os sinais da hanseníase possam variar de pessoa para pessoa, alguns alertas merecem atenção especial:

  • Manchas na pele: podem ser brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas, com alteração da sensibilidade, ou seja, redução ou perda da sensibilidade ao calor, frio ou tato.
  • Áreas com sensação de formigamento, dormência ou “fisgadas”, especialmente nas mãos e nos pés.
  • Diminuição da força ou perda de sensibilidade nas mãos, nos pés ou em outras partes do corpo, que pode dificultar movimentos simples.
  • Em alguns casos, podem surgir espessamentos ou nódulos na pele, áreas com perda de pelos ou suor.

 

Se você notar um ou mais desses sinais, especialmente manchas com alteração de sensibilidade ou dormência, procure atendimento médico. O diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Por que o diagnóstico precoce é fundamental?

O diagnóstico e tratamento iniciais da hanseníase são essenciais por diversas razões:

  • Quanto antes for identificada, menor o risco de sequelas permanentes, como perda de sensibilidade, deformidades, incapacidades motoras ou sensoriais.
  • O tratamento precoce também reduz a chance de transmitir a doença a outras pessoas.
  • Além disso, um diagnóstico rápido evita o sofrimento emocional e o estigma social que muitas vezes acompanham a hanseníase, contribuindo para a reintegração plena da pessoa à vida familiar, social e profissional.

Tratamento eficaz e cura da hanseníase

A boa notícia: a hanseníase tem cura. O protocolo de tratamento costuma envolver uma combinação de medicamentos que combate a bactéria e impede sua multiplicação. Com adesão correta ao tratamento, a doença é controlada, a transmissão, interrompida, e o risco de incapacidades diminui drasticamente. Isso permite que a pessoa retome sua vida de maneira plena, sem prejuízos físicos ou sociais.

A importância de acompanhamento profissional

Detectar os sinais sozinho já é um primeiro passo, mas o acompanhamento por profissionais de saúde é essencial para garantir um diagnóstico correto, início imediato do tratamento e monitoramento durante todo o ciclo terapêutico.

No acompanhamento clínico, o profissional pode:

  • Avaliar a gravidade da doença e indicar qual esquema terapêutico é adequado.
  • Monitorar possíveis reações ao tratamento.
  • Acompanhar a recuperação da sensibilidade e da força.
  • Orientar sobre cuidados com pele e nervos, além de reabilitação quando necessário.
  • Apoiar o paciente também no aspecto social e emocional, ajudando a reduzir o medo, a culpa ou o estigma associados à hanseníase.

 

Esse cuidado integral faz diferença para quem busca restabelecer a saúde e retomar a qualidade de vida.

Se você percebeu algum dos sinais descritos (manchas com alteração de sensibilidade, dormência, formigamento ou perda de força nos membros), não hesite, procure atendimento médico. Como vimos, a hanseníase tem cura, e o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença.

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